Como calculamos
Este site é gerado todos os dias por um programa que baixa arquivos públicos, conta casos e escreve os resultados. Não há inteligência artificial nem edição humana entre os dados e o que você vê. Tudo o que está aqui pode ser refeito por qualquer pessoa com os mesmos arquivos.
1. De onde vêm os dados
| Fonte | O que é | Quando muda |
|---|---|---|
| SIVEP-Gripe (Ministério da Saúde) | Cada internação por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificada no Brasil, com município de residência, idade e o resultado dos exames de vírus (PCR ou antígeno). Dados anonimizados, publicados no portal de dados abertos. | Toda semana, geralmente na segunda-feira. |
| InfoGripe (Fiocruz e FGV) | Estimativa, feita pelos pesquisadores da Fiocruz, do número de casos das últimas semanas corrigindo o atraso de digitação. Usamos como segunda opinião, na linha pontilhada roxa. | Toda semana, geralmente na quinta-feira. |
| IBGE | Mapas dos estados e municípios e estimativas de população de 2025. | Uma vez por ano. |
| DATASUS | Tabela que liga cada município à sua região de saúde. | Raramente. |
A lista completa, com o link do arquivo exato usado e a data de cada um, está em Fontes e datas na página principal e, em formato de máquina, em data/meta.json.
2. O que contamos
Contamos internações por SRAG usando o mesmo filtro do Ministério e do InfoGripe, chamado “SRAG sem exigência de febre”: o caso tem tosse ou dor de garganta, tem dispneia ou saturação baixa ou desconforto respiratório, e foi internado ou faleceu. Cada caso é atribuído ao estado e município onde a pessoa mora, e à semana epidemiológica em que os sintomas começaram.
Um vírus conta como identificado quando o exame de PCR ou de antígeno deu positivo para ele (para a COVID-19, também quando a classificação final do caso é COVID-19, como faz o InfoGripe). Contamos pelo estado onde a pessoa mora, não onde foi internada: por isso Goiás aparece com mais casos e o Distrito Federal com menos do que nos boletins oficiais, que contam pelo local de notificação. Um mesmo caso pode ter mais de um vírus, por isso a soma das barras de “Quem está circulando” pode passar de 100%. “Todos (SRAG)” é o total de internações, com ou sem vírus identificado.
Detalhe técnico: o campo de semana epidemiológica do arquivo de 2026 vem deslocado em uma semana. Por isso recalculamos a semana a partir da data dos sintomas, seguindo o calendário oficial (domingo a sábado, semana 1 é a que contém 4 de janeiro), com o mesmo resultado da biblioteca de referência epiweeks.
Controle de qualidade diário. A cada atualização, o programa compara os nossos totais nacionais por vírus, nas 13 semanas completas mais recentes, com os totais publicados pela Fiocruz no InfoGripe. O resultado aparece em “Fontes e datas”. Na verificação de 28/09/2026, todos os vírus bateram com desvio abaixo de 1%.
3. As semanas recentes estão incompletas
Uma internação leva dias ou semanas para ser digitada no sistema. Na média do Brasil, na segunda-feira seguinte ao fim de uma semana só cerca de 18% dos casos daquela semana já estão no arquivo; uma semana depois, cerca de 65%; duas semanas depois, cerca de 80%. Cada estado tem seu próprio ritmo.
Fazemos duas coisas com isso. Primeiro, marcamos em cinza no gráfico as semanas ainda incompletas. Segundo, calculamos uma estimativa (linha azul tracejada): dividimos o número registrado pela fração que, no histórico de 2025 daquele estado, costumava estar digitada com o mesmo atraso. Quando essa fração é menor que 50%, não estimamos, porque o resultado seria pouco confiável.
A “semana de referência” é a semana mais recente cuja completude nacional esperada é de pelo menos 60%. Níveis e tendências usam as 3 semanas até ela.
4. Os quatro níveis
Cada estado é comparado com o seu próprio passado, porque o Nordeste não tem a mesma estação que o Sul. Para cada estado e cada vírus, olhamos a taxa semanal de internações por 100 mil habitantes em todas as semanas de 2022 a 2025 e guardamos três marcas: a mediana, o percentil 80 e o percentil 95.
| Baixo | a taxa média das 3 semanas de referência (estimada) está abaixo da mediana histórica |
| Moderado | entre a mediana e o percentil 80 |
| Alto | entre o percentil 80 e o 95 |
| Muito alto | acima do percentil 95, ou seja, mais alto do que em 95% das semanas dos últimos quatro anos |
Quando há menos de 5 casos nas 3 semanas, não atribuímos nível: dizemos “poucos casos”. Isso acontece muito para vírus raros em estados pequenos.
5. Tendência
Comparamos a média estimada das 3 semanas de referência com a média das 3 semanas anteriores. Aumento de 20% ou mais é “subindo”; queda de 20% ou mais é “caindo”; o resto é “estável”. Com menos de 3 casos por semana nos dois períodos, dizemos “estável”.
6. Municípios e regiões de saúde
Dentro de um estado, mostramos as últimas 4 semanas registradas (sem estimativa) por região de saúde e por município. Para proteger a privacidade, qualquer número menor que 5 não é mostrado. As cores dos municípios no mapa comparam a taxa por 100 mil de cada município com os outros municípios do mesmo estado, nas mesmas 4 semanas.
7. O que este site não é
Não é um serviço de saúde e não descreve nenhuma pessoa. Internações são a ponta do iceberg: para cada caso grave há muitos casos leves que não aparecem aqui. Um nível “baixo” não significa que o vírus não circula. Em caso de sintomas, procure um serviço de saúde.
8. Reutilização
Os resultados estão em JSON na pasta data/ deste site (meta.json, levels.json, br.json, uf/CE.json e assim por diante). Podem ser usados livremente com citação: “Clima dos Vírus, a partir de SIVEP-Gripe/Ministério da Saúde e InfoGripe/Fiocruz”.